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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

RELIGIÃO E POLÍ´TICA



RELIGIÃO E POLÍTICA
Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

                 É comum as pessoas dizerem que a religião e a política não se combinam.
                Que não se deve discutir política.
                Na primeira afirmação há confusão entre a religião formal e a politicalha e mesmo com a política partidária.
                Na segunda afirmação continua haver confusão e ignorância, pois poucas pessoas, e mesmo poucos espíritas, sabem o significado do termo   política e as suas diferentes categorias.
                O termo política precisa ser convenientemente entendido para que se saiba que, em sua essência, a política não é incombinável com a religião, ou melhor esclarecendo, com a religiosidade.
                Então, nesse emaranhado de desconhecimentos só pode haver mesmo confusão e desentendimento.
                Abordando apenas a religião cristã, em suas múltiplas interpretações, seu fundamento são as palavras de Jesus, narradas pelos evangelistas. A essência desses ensinamentos são: a Justiça e o Amor. Disse Jesus: “Amará o teu próximo com a ti mesmo.” ( Matheus, 22:39) e “ Tratai todos os homens com quereríeis que eles vos tratassem. (Lucas, 6:31).
                 Revelando o amor solidário o Mestre conta a Parábola do Samaritano (Lucas, 10:25).
                Esses mesmos fundamentos norteiam a Política quando a entendemos como: ” A ciência e a arte da administração justa para o Bem comum.”. O que só pode ser feito baseando-se nos valores da justiça e do amor solidário.
                A confusão surge e o repúdio aparece quando, por ignorância, se confunde a Política com a política partidária e com a ” politicalha “.
                A política partidária é instrumento fundamental do processo democrático que, se não é perfeito, é o melhor  na  atual fase do processo sócio político da humanidade.
                Destarte, das agremiações partidárias é que devem sair, pelo exercício do voto livre dos cidadãos, as pessoas que ocuparão os cargos nos poderes Legislativos e Executivos, nos níveis: municipal, estadual e nacional.
                Já a “ politicalha” é o uso indevido dos cargos políticos legais e legítimos por pessoa canalha que quer se beneficiar da política para a satisfação dos seus interesses egoísticos individuais e de grupos. Esta merece sempre a indignação individual e coletiva e os meios legais para anulá-la.
                Não se deve levar, pois, para o ambiente do centro ou do movimento espírita a política no sentido da política partidária  e, menos ainda, da” politicalha”
                No entanto, a Política como ciência e arte da administração justa para o bem comum, já está no conteúdo das Leis Morais, 3ª parte de O livro dos Espíritos, ditado pelos Mentores Espirituais e organizado e sistematizado por Allan Kardec.
                Esse conteúdo referente à administração justa e  amorosa,  expressando a solidariedade está contido nos capítulos:  Da lei do trabalho, Da lei Da lei de reprodução, Da Lei de destruição, Da lei de sociedade, Da lei do progresso, Da lei de igualdade, Da lei de liberdade, Da lei de justiça, de amor e de caridade e Da perfeição moral.
                Portando, esse conteúdo que se relaciona com a Filosofia, com a Sociologia, com a Economia, com a Política, com o Direito, com a  Ecologia e com os ensinamentos de Jesus sobre a  Justiça e o Amor deve merecer o estudo de todos os espíritas e deve ser estudado nos centros , instituições espíritas e em palestras, seminários e congressos espíritas.
                Tal visão da Política os espíritas precisam ter para serem cidadãos conscientes dos direitos e deveres individuais e coletivos e, assim,  terem critérios para avaliação dos candidatos indicados pelos partidos para os cargos  nos Poderes Legislativo e Executivo, no âmbito do Município, do Estado e da União.
                O como todo  cidadão, o espírita deve, portanto, ser consciente da Política.
                Conforme sua vocação ou aptidão poderá participar ou não  da política partidária.
                Todavia, jamais poderá participar da “politicalha”, sob pena de declinar dos seus conceitos éticos e morais.
                “Amará o teu próximo como a ti mesmo.”. Jesus ( Mateus, 22:39).
INSTITUTO ESPÍRITA DE PESQUISA, ESTUDO E AÇÃO SOCIALwww.iepeas.blogspot.com.br



terça-feira, 6 de junho de 2017

AS CONVULSÕES SOCIAIS



               
              
  O mundo vive situação crítica, com confrontos por toda parte.
                Além das guerras no oriente, ações terroristas, demonstração de armamentos letais entre os Estados Unidos da América do Norte e a Coréia do Norte, a fome e a miséria campeiam em países pobres como, também, na periferia dos países do chamado primeiro mundo.
                A sociedade brasileira tem sido sacudida por escândalos de desvios milionários de verbas públicas, concorrências fraudadas e superfaturamento em licitações para obras públicas, corrupção ativa e passiva de agentes públicos e grandes empresas.
                O noticiário na mídia denunciando tais desvios na monta de bilhões, milhões de dólares envolvendo agentes públicos dos poderes: Legislativo, Executivo e grandes empresas chegam a ser assustador.
                Por outro lado reportagens nos canais de televisão mostram a carência de recursos públicos nas áreas da saúde, da educação e da segurança.
                Hospitais mal equipados, com falta de aparelhagem necessária ou instrumentos parados por falta de conserto, falta  de recursos para aquisição de remédios e procedimentos médicos em quantidade e qualidade para atender os cidadãos.
                Cadeias, presídios e penitenciarias insuficientes no atendimento minimamente humano no atendimento às suas populações, com lotações muito além do legalmente permitido em que as pessoas, ainda que infratores, têm tratamento inferior ao de muitos animais chamados irracionais. Se a pena não é um castigo do Estado, nem pode sê-lo, o processo de reeducação e ressocialização desses detidos é totalmente inexistente. São tratados pior que feras, e como feras agirão, quando novamente, puderem retornar à sociedade.
                Estados e Prefeituras “falidos” por malversação  da receita pública e desvios criminosos de recursos existentes para o atendimento dos cidadãos nas referidas áreas administrativas.
                É um panorama tenebroso.
                As pessoas atônitas, em sua análise, se estendem ideologicamente da extrema direita à extrema esquerda, gerando conflitos de relacionamento, chegando âmbito da própria família.
                Na apreciação adequada desse panorama é necessário ter valores éticos e consciência política bem definidos e, sobretudo, o suporte de valores cristãos.
                Os espíritas têm diretrizes precisas para a compreensão dos momentos difíceis que a sociedade brasileira e o mundo estão atravessando.
                Quanto à situação mundial sabemos que a humanidade está em fase de transição para o mundo de Regeneração.
                Observemos o esclarecimento de Allan Kardec em A Gênese:  “ A humanidade progride, por meio dos indivíduos que pouco a  pouco se melhoram e instruem. Quando estes preponderam pelo número, tomam a dianteira e arrastam os outros. De tempo a tempos, surgem no seio dela homens de gênio que lhe dão impulso, vêm depois, como instrumentos de Deus, os que têm autoridade e, nalguns anos, fazem-na adiantar de muitos séculos.” ( Comentário de Allan Kardec à questão nº 789 de O Livro dos Espíritos.”)
                Há que se entender, então, que o progresso é da própria condição humana, por isso o homem  não pode opor-se-lhe. A ignorância e a maldade e até mesmo leis injustas, podem retardar seu desenvolvimento, mas não anulá-lo.
                Quando instituições e leis se tornam incompatíveis com ele, a própria evolução geral se incumbe de aniquilar tais organizações e revogar ordenamentos anacrônicos.
                A voz da Espiritualidade Superior esclarece e consola: “ O século XX surgiu no horizonte do globo, qual arena ampla de lutas renovadoras. As teorias sociais continuam seu caminho, tocando muitas vezes a curva tenebrosa dos extremismo, mas as revelações do além-túmulo descem às almas, como orvalho imaterial, preludiando a paz e a luz de uma nova era.
                Numerosas transformações são aguardadas e o Espiritismo esclarece os corações, renovando a personalidade espiritual das criaturas para o futuro que se aproxima. (A Caminho da Luz, Emmanuel/F.C.Xavier, pags.207/208, ed. FEB,15ª edição.)
                Estamos em um momento de intensa alfabetização política e nesse processo o espírita conta a iluminação espiritual que emerge de As Leis Morais de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, especialmente: Da Lei de Sociedade, Da Lei do Progresso, Da Lei de Igualdade, Da Lei
de Liberdade, Da Lei de Justiça, de Amor e de Caridade.
                Esse o nosso roteiro iluminador para mais serena, tranqüila e otimista visão nessa surpreendente e dolorosa quadra de vida que coletivamente estamos vivendo.