sexta-feira, 31 de agosto de 2018

VISÃO ESPÍRITA DA POLÍTICA



Nesta hora de efervescência política, política partidária e "politicalha" para que não percamos o rumo do certo, do verdadeiro, do justo, do solidário é importante que consultemos as páginas de O livro dos espíritos, codificado por Allan Kardec, em sua terceira parte: A Leis Morais, especialmente os capítulos: Lei da sociedade e Lei da Justiça, do Amor e da Caridade.
Também importante a leitura do livro Obras Póstumas, composto de pensamentos e estudos de Allan Kardec, especialmente o capítulo As Aristocracias.
Quem se interessar um pouco mais poderá ler nossas reflexões a respeito no livro Espiritismo e Política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade, editado pela Federação Espírita Brasileira – FEB.

sábado, 19 de maio de 2018

DA ASSISTÊNCIA  SOCIAL À AÇÃO SOCIAL
                   


No desenvolvimento das atividades para a ajuda e  amparo às pessoas necessitadas ou carentes, ao longo do tempo, tem sido desenvolvidas várias etapas, de conformidade com o conhecimento da época. Essas etapas ocorreram ao longo do tempo, como também, ocorrem ainda hoje.

         Assim, didaticamente, poderemos definir essas etapas:

a) - ESMOLA:

Consiste na doação pura e simples de algo material que socorra o necessitado em suas fundamentais carências: roupa, comida, dinheiro e outros objetos.
"Que se deve pensar da esmola?".
- Condenando-se a pedir esmola, o homem se degrada física e moralmente: embrutece-se. Uma sociedade que se baseie na lei de Deus e na justiça deve prover à vida do fraco, sem que haja para ele humilhação.". (Questão nº 888 de O Livro dos Espíritos).

b) - ASSISTÊNCIA SOCIAL:

 É o procedimento para atender as pessoas carentes em suas  necessidades materiais, de uma forma um pouco mais abrangente, com roupa e comida, dinheiro para ajudar pagar o aluguel, etc. No entanto, nessa fase, não há providências para que a pessoa seja orientada a melhorar a sua situação social, econômica e até mesmo espiritual.
" Numa sociedade organizada segundo a lei do cristo, ninguém deve morrer de fome. (questão nº 930 de o livro dos espíritos).
- com uma organização social criteriosa e previdente, ao homem só por sua culpa pode faltar o necessário. Porém, suas próprias faltas são frequentemente resultados do meio onde se acha colocado. Quando praticar a lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade e ele próprio será melhor". (Comentário de Allan Kardec).

c)  - ASSISTÊNCIA E PROMOÇÃO SOCIAL:

Essa forma de atendimento é mais abrangente, não só em sua forma de socorro às carências materiais, mas, também, quanto ao acompanhamento e orientação no processo de promoção da pessoa ou, mesmo, da família que se encontra desestruturada. Os procedimentos dessa fase estão bem sintetizados no aforismo chinês: “Não se deve apenas dar o peixe, é preciso, também, ensinar a pescar”, ou seja, não basta apenas assistir, prover, mas, sobretudo, promover a pessoa, a família ou a comunidade onde ela está inserida. Nessa fase tem trabalhado o Serviço Social, inclusive no aspecto profissional. Também, nessa fase tem procurado agir as instituições espíritas melhor preparadas.
" Quando bem compreendido, se houver identificado com os costumes e as crenças, o espiritismo transformará os hábitos, os usos, as relações sociais.  (Questão Nº 917 De O Livro Dos Espíritos).

d) - AÇÃO SOCIAL:

É um procedimento que não se limita apenas a constatar a miséria, a desestrutura da família, o desemprego, a injustiça social, mas procura detectar as causas e desenvolver ações que possam melhorar ou minorar tais desajustes sócio-econômico-sociais e espirituais. Nessa área é que estão agindo, atualmente, grande parte das ONGs ( Organizações Não Governamentais ), sérias e honestas.
O Movimento Espírita vem atuando ao longo dos anos, dentro do possível, com competência nas fases anteriores.
Com fundamento na Parte 3a. – Das Leis Morais – de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, o Movimento Espírita tem as diretrizes seguras para atuar na Ação Social Espírita. Esta ação social espírita deve se manifestar através da ação do espírita, de forma consciente e adequada, na transformação e melhoria das instituições sociais, conforme o esclarecimento dos Mentores Espirituais:
Em que consiste a missão dos Espíritos encarnados? – Em instruir os homens, em lhes auxiliar o progresso; em lhes melhorar as instituições por meios diretos e materiais.” ( Questão no. 573 de O Livro dos Espíritos ).
 Assim, é necessário que os espíritas com o conhecimento  dos fundamentos sociais contidos nas obras básicas, principalmente em O Livro dos Espíritos, A Gênese e Obras Póstumas, de Allan Kardec tenham capacidade para, “como espíritas”, agirem onde e quando  lhes seja possível, principalmente nas instituições ou agências sociais que possam melhorar as condições da sociedade, pois como advertiram os Espíritos: “Numa sociedade organizada segundo a lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome” ( Questão no. 930    ).
Assim comentou Kardec: “Com uma organização social criteriosa e previdente, ao homem só por culpa sua pode faltar o necessário. Porém, suas próprias faltas são freqüentemente resultado do meio onde se acha colocado. Quando praticar a lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade e ele próprio será melhor”.
            A partir destas reflexões, o espírita precisa ter consciência de que para servir a pessoa e a sociedade não pode desconhecer essa ação social que se manifesta em múltiplas áreas: social, econômica, legislativa, jurídica, administrativa, educacional, empresarial e  cultural devem ajudar o homem e a sociedade a realizarem o bem comum e o processo evolutivo individual e coletivo.
            Essa ação social, sociologicamente é uma ação política, embora não necessariamente político-partidária.
Acreditamos que essas fases ou etapas não se sucedem de forma cronológica e nem se excluem, mas a atuação em cada uma delas depende do grau de conscientização do agente e também dos recursos humanos e financeiros disponíveis.
Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br


   





segunda-feira, 16 de abril de 2018

PRECE ÁGAPE


PRECE  ÁGAPE

Deus, nosso Pai, que sois todo Poder e Bondade, que eu tenha forças para passar pela provação.
Que eu busque a luz que me aponte a Verdade.
Que eu desenvolva a Compaixão e a Caridade.

Deus!
 Que eu encontre a estrela guia do Amor.
Quando aflito eu desenvolva a Serenidade.
Quando doente eu encontre  equilíbrio do corpo e da alma.

Pai!
 Quando culpado eu aceite o arrependimento.
Que eu  encontre  a Verdade, Justiça e o Amor.
 Como criança  órfã eu Vos encontre !

Deus!
Que eu sinta a Vossa Bondade e Sabedoria estendidas por todo o Universo.
Sinta a Vossa  compreensão pela minha ignorância.
Que eu não abandone a Esperança quando surgir o sofrimento.
Que sentindo Vossa Bondade infinita eu aceite a Paz,  a Esperança e a Fé.

Deus!
O Vosso infinito Amor envolve e sustenta a Terra e todo o Universo.
Que eu beba na fonte dessa bondade fecunda e infinita e minhas dores acalmar-se-ão.
O meu coração e o meu pensamento subirão até Vós em um cântico de reconhecimento e Amor.
Subindo  o monte da evolução eu quero sentir-Vos: Amor! Justiça! Beleza! Perfeição!
E, assim, sentirei a Vossa infinita Misericórdia!

Deus!
Que eu tenha a força para promover o progresso, meu e da humanidade, e assim me aproximar de Vós.
Que eu exercite sempre o Amor Ágape.
Que eu desenvolva a Fé e a Razão.
Que realizando a minha perfeição seja eu obra da Vossa Grandiosidade.
Pois, sou Vossa Criatura!

ÁGAPE





sábado, 20 de janeiro de 2018

SILÊNCIO

SILÊNCIO

Artigo de Divaldo Franco ➤ Publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 11/01/2018

Num memorável discurso, pronunciado pelo Bispo de Recife e Olinda, Dom Hélder Câmara, em San Michel, em Paris, referiu-se com muita sabedoria e coragem que Mohandas Gandhi costumava dizer que “ele falava pelo povo sofrido do seu querido país. Ele, no entanto, fazia silêncio para que o povo pudesse falar”, expressando suas dores e a lamentável situação de miséria em que vivia.
O silêncio pode representar várias posturas comportamentais das criaturas humanas.
Em determinado momento significa muita coragem para poder suportar situações calamitosas, evitando torná-las piores; noutras situações pode expressar sabedoria para aguardar o momento adequado, quando poderá enunciar conceitos libertadores, falando por aqueles que se encontram amordaçados por impositivos perversos. Invariavelmente, porém, trata-se de postura covarde para não desagradar impostores, governos arbitrários, mantendo anuência com ações infelizes, pensando apenas nos interesses pessoais...
Vivemos, no mundo moderno, momentos muito graves, diante dos quais o silêncio dos justos e dos que pensam transforma-se em covardia moral, porque os seus portadores que poderiam contribuir para uma situação melhor, tendo medo de perder as migalhas vergonhosas ou usufruir do benefício das barganhas degradantes, terminam por minar as resistências dos mais fracos e submetê-los na sua ignorância a mais demorado cativeiro.
Proliferam em toda parte a decadência dos valores éticos, a prosperidade dos astutos e corruptos que desfrutam de cidadania e de popularidade como benfeitores dos humildes e humilhados, as expressões da degradação humana, os espetáculos assustadores da violência, o horror da miséria moral, econômica e social, ante a desfaçatez dos gozadores de ocasião, que os desprezam sem qualquer disfarce.
Homens e mulheres de bem que deveriam contribuir para que a situação se modificasse para melhor, não o fazem, mantêm-se silenciosos.
É comum ouvir-se dizer, repetindo o covarde Pilatos em referências a Jesus no Seu arbitrário julgamento, “que lavam as mãos”, mas não escaparam certamente da consciência ultrajada.
A coragem dos sofredores representa o poder de Deus no imo de cada ser, significando os divinos códigos do amor, da justiça, da solidariedade.
Uma sociedade que se olvida dos seus membros mais fracos, não é digna de subsistir, qual aconteceu com as grandes Nações do passado que edificaram sua glória e grandeza através da sórdida escravidão, da crueldade e dos privilégios de alguns em detrimento dos outros. Cuidado, pois, com o seu silêncio, que pode ser responsável pelo sofrimento de milhões de vidas.
Este é o nosso momento de construir o futuro.
DIVALDO P. FRANCO
Professor, médium e conferencista
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Divaldo Franco escreve no jornal A Tarde - Coluna Opinião - às quintas-feiras (quinzenalmente).

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

RELIGIÃO E POLÍ´TICA



RELIGIÃO E POLÍTICA
Aylton Paiva – paiva.aylton@terra.com.br

                 É comum as pessoas dizerem que a religião e a política não se combinam.
                Que não se deve discutir política.
                Na primeira afirmação há confusão entre a religião formal e a politicalha e mesmo com a política partidária.
                Na segunda afirmação continua haver confusão e ignorância, pois poucas pessoas, e mesmo poucos espíritas, sabem o significado do termo   política e as suas diferentes categorias.
                O termo política precisa ser convenientemente entendido para que se saiba que, em sua essência, a política não é incombinável com a religião, ou melhor esclarecendo, com a religiosidade.
                Então, nesse emaranhado de desconhecimentos só pode haver mesmo confusão e desentendimento.
                Abordando apenas a religião cristã, em suas múltiplas interpretações, seu fundamento são as palavras de Jesus, narradas pelos evangelistas. A essência desses ensinamentos são: a Justiça e o Amor. Disse Jesus: “Amará o teu próximo com a ti mesmo.” ( Matheus, 22:39) e “ Tratai todos os homens com quereríeis que eles vos tratassem. (Lucas, 6:31).
                 Revelando o amor solidário o Mestre conta a Parábola do Samaritano (Lucas, 10:25).
                Esses mesmos fundamentos norteiam a Política quando a entendemos como: ” A ciência e a arte da administração justa para o Bem comum.”. O que só pode ser feito baseando-se nos valores da justiça e do amor solidário.
                A confusão surge e o repúdio aparece quando, por ignorância, se confunde a Política com a política partidária e com a ” politicalha “.
                A política partidária é instrumento fundamental do processo democrático que, se não é perfeito, é o melhor  na  atual fase do processo sócio político da humanidade.
                Destarte, das agremiações partidárias é que devem sair, pelo exercício do voto livre dos cidadãos, as pessoas que ocuparão os cargos nos poderes Legislativos e Executivos, nos níveis: municipal, estadual e nacional.
                Já a “ politicalha” é o uso indevido dos cargos políticos legais e legítimos por pessoa canalha que quer se beneficiar da política para a satisfação dos seus interesses egoísticos individuais e de grupos. Esta merece sempre a indignação individual e coletiva e os meios legais para anulá-la.
                Não se deve levar, pois, para o ambiente do centro ou do movimento espírita a política no sentido da política partidária  e, menos ainda, da” politicalha”
                No entanto, a Política como ciência e arte da administração justa para o bem comum, já está no conteúdo das Leis Morais, 3ª parte de O livro dos Espíritos, ditado pelos Mentores Espirituais e organizado e sistematizado por Allan Kardec.
                Esse conteúdo referente à administração justa e  amorosa,  expressando a solidariedade está contido nos capítulos:  Da lei do trabalho, Da lei Da lei de reprodução, Da Lei de destruição, Da lei de sociedade, Da lei do progresso, Da lei de igualdade, Da lei de liberdade, Da lei de justiça, de amor e de caridade e Da perfeição moral.
                Portando, esse conteúdo que se relaciona com a Filosofia, com a Sociologia, com a Economia, com a Política, com o Direito, com a  Ecologia e com os ensinamentos de Jesus sobre a  Justiça e o Amor deve merecer o estudo de todos os espíritas e deve ser estudado nos centros , instituições espíritas e em palestras, seminários e congressos espíritas.
                Tal visão da Política os espíritas precisam ter para serem cidadãos conscientes dos direitos e deveres individuais e coletivos e, assim,  terem critérios para avaliação dos candidatos indicados pelos partidos para os cargos  nos Poderes Legislativo e Executivo, no âmbito do Município, do Estado e da União.
                O como todo  cidadão, o espírita deve, portanto, ser consciente da Política.
                Conforme sua vocação ou aptidão poderá participar ou não  da política partidária.
                Todavia, jamais poderá participar da “politicalha”, sob pena de declinar dos seus conceitos éticos e morais.
                “Amará o teu próximo como a ti mesmo.”. Jesus ( Mateus, 22:39).
INSTITUTO ESPÍRITA DE PESQUISA, ESTUDO E AÇÃO SOCIALwww.iepeas.blogspot.com.br